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O que é tagueamento humano?

E porque você devia se preocupar com isso.

Você sabe o que define seu “eu digital”?

Ou já parou para pensar no que diferencia alguém famoso no mundo online de um mero mortal? Você sabe que existe uma diferença, mas como ela se traduz em código? Qual é a linha de programação que diferencia o primeiro resultado da sua timeline do último? O que distingue em html o link do Marcelo jogador de futebol, que aparece como primeiro resultado para a palavra “ Marcelo” no Google, do Marcelo Rebelo de Sousa (atual presidente de Portugal) que apareceu só lá na página 15?

Será que só damos valor para os conteúdos que um perfil posta ou será que podemos dar valor para o perfil em si? O Marcelo jogador de futebol aparece na primeira página simplesmente porque o conteúdo é importante ou porque os perfis associados (o do Marcelo, jogador famoso, bem como o da Folha, grande portal que validou a notícia) são relevantes? E o que define essa relevância dos perfis, não dos conteúdos? Existe alguma diferença entre tags para links de conteúdo e tags para links de perfis pessoais?

Esse é um texto cheio de interrogações porque é com perguntas desse estilo que vamos brincar aqui.

1. O que já existe?

Perfis digitais gerados por análise de dados não são exatamente uma novidade.

Sabemos que algoritmos traçam perfis para os que acessam seus portais. A Netflix e o Spotify, os mais célebres exemplos, montam seu perfil baseados no conteúdo que você consome e com isso podem oferecer sugestões melhores. O Facebook traça seu perfil para definir o direcionamento publicitário que você receberá. Enquanto a Netflix e o Spotify constroem seus perfis majoritariamente a partir do seu comportamento dentro de seus próprios serviços (quais filmes você assiste ou qual músicas você ouve), o Facebook monta seu perfil a partir do seu comportamento em tudo que você faz dentro da rede social e, até onde ele conseguir, naquilo que você faz fora dela também.

Nós, ocidentais, normalmente associamos a ideia concreta mais próxima do que pode ser um “tagueamento humano” (termo que, como um neologismo meu, utilizarei aqui para conceituar rótulos atribuídos a seres humanos por análises algorítmicas) com esse tipo de uso inserido na lógica do capitalismo informacional, buscando aprimorar serviços (no caso das sugestões de playlists e séries parecidas com aquilo que você aparentemente já gosta de consumir) ou aprimorar a publicidade (no caso da venda de perfis de consumidores por redes sociais para construir uma comunicação de nicho mais eficiente).

Mas alguns serviços que utilizamos já trabalham sutilmente com noções de tagueamento humano mais próximas do tipo de problema que pretendo discutir nesse texto. Entre elas, mecânicas como o sistema de notas do Uber, que inspirou o episódio Nosedive de Black Mirror (onde pessoas são prejudicadas socialmente se tiverem notas baixas em aplicativos, sendo impossibilitadas de entrar em certos espaços ou de comprar certos produtos), são as que o público melhor entende atualmente: ou seja, um sistema explícito de notas que permite que o usuário saiba que está sendo tagueado, seja ele um motorista do Uber que precisa se preocupar em manter uma nota alta, seja qualquer um no universo distópico do seriado que permite conscientemente que a dinâmica de notas do aplicativo siga funcionando.

Estas são provavelmente as referências mais conhecidas e acessíveis para o assunto: a mecânica da Netflix, do Spotify, das redes sociais e o efeito no imaginário cultural do conteúdo distópico massificado, especialmente neste episódio de Black Mirror que incita questionamentos a respeito da tecnologia de demarcação de perfis. Mas se aparentemente as utilizações dos perfis digitais são tão inofensivas até agora, atuando no máximo para sugerir uma música nova ou sugerir uma quinquilharia para comprar na sua timeline, então por que esse assunto é tão importante de ser discutido?

Porque pensar em tagueamento humano tem muito menos a ver com entender o que ele já é do que com pensar naquilo que ele pode ser.

Para pegar um exemplo extremo: na China, explicitamente autoritária em um governo que atua com censura, esse tipo de tecnologia pode ser discutido abertamente, afinal não precisa ser segredo. Não é por menos que o mais próximo que temos do sistema apresentado em Black Mirror venha de lá:

Imagine que todas as suas atividades e comportamentos são monitorados e pontuados em uma grande base de dados nacional: desde sua informação fiscal, até o tempo que você passa jogando videogame. (…) Mas não é ficção. Esta é uma política de Estado em planejamento na China. O governo chinês está construindo um onipresente “sistema de crédito social”, através do qual o comportamento de cada um dos seus 1,3 bilhão de cidadãos será pontuado em uma espécie de ranking de confiança. (…)

Até o ano de 2020, todos os chineses estarão obrigatoriamente inclusos nesta enorme base de dados, e receberão pontuação de acordo com sua conduta. (…) Haverá também um grande grupo de pessoas que passará por um escrutínio ainda mais pesado, dependendo da profissão que exercem. A lista inclui professores, contadores, jornalistas, médicos e guias turísticos. (…)

Uma das empresas que participa do projeto piloto é a Sesame Credit, a ala financeira do site de vendas online Alibaba, o maior do mundo hoje. A empresa usa sua gigantesca base de dados de consumidores para criar rankings de “crédito social”. A escala é alimentada pelas transações financeiras feitas com o sistema de pagamentos do Alibaba.

Mas e no Ocidente? Por que não vemos notícias do tipo por aqui? Não veríamos as notas uns dos outros se estivéssemos sendo ranqueados desse jeito? Será que nossas empresas e governos resistem nobremente à tentação de construir esse tipo de sistema ou será que só estão montando de forma mais sutil?

Imaginamos que a denúncia vinda de Black Mirror (e de todo conteúdo que consumimos a respeito de possibilidades tecnológicas distópicas) sirva para evitar que nos enfiemos enquanto sociedade em uma situação semelhante ao subestimarmos os impactos de mecanismos algorítmicos, mas a verdade é que as ameaças envolvendo perfis digitais são muito mais próximas e sutis, justamente por isso muito mais perigosas. Enquanto no universo de Black Mirror é um fato de conhecimento comum que aplicativos dão notas para pessoas, bem como chineses sabem ao que estão sendo submetidos e sabemos mesmo que superficialmente sobre os perfis da Netflix, do Spotify e do Facebook (para quem não sabe ou quer saber mais, recomendo também esse texto aqui), é possível que perfis digitais para nós desconhecidos atuem de maneiras muito mais problemáticas, impactando vidas de maneiras muito mais sutis, sem que fiquemos sabendo que recebemos tags.

Já estamos ensaiando versões ocidentais do que os chineses fizeram: construímos um sistema de tagueamento humano (a partir de análises algorítmicas de Big Data) capaz de iniciar uma reação em cadeia que afetará seu acesso a bens e serviços para o resto da sua vida, isso tudo sem que você nem esteja ciente de que pode estar sendo prejudicado.

Pasquale [professor de Direito na Universidade de Maryland, não o brasileiro] apontou para as suposições feitas por pesquisadores de ciências sociais, incluindo a convicção de que, se você possui um carro grande sem ter filhos, é mais provável que tenha sobrepeso. Se um plano de saúde comprar os pacotes de dados [obtidos por algoritmos] sobre você (provavelmente pagando centavos para receber isso), daí boa sorte para receber um acordo justo de convênio médico.

E se estes dados estiverem incorretos (o modelo errado de carro) ou dependerem de uma suposição falsa (você herdou o carro ou está usando ele para guardar equipamentos de esporte), então não tem jeito de corrigir isso. “Um estigma casual a seu respeito pode acabar em um banco de dados aleatório sem o seu conhecimento”, ele diz. “Então, ele será distribuído para milhares de outros dossiês digitais ou em um relatório sobre seu estado de saúde, sua competência ou seu histórico criminal. Esse novo underground digital pode arruinar reputações.

Essa é a única diferença. Enquanto na China esses mecanismos são estatais e divulgados como grandes conquistas da tecnologia chinesa, no Ocidente os tratamos como um “ underground digital” que não queremos muito que as pessoas saibam que pode existir, nem como pode funcionar, nem quais as implicações e consequências pode ter (este artigo do Economist, em inglês, explora melhor esses paralelos entre o sistema de controle oriental e o nosso).

Então é hora de ver se existe, como pode funcionar e quais consequências pode ter.

2. Qual é sua relevância?

Qual a diferença entre um conteúdo digital e um perfil digital?

Para falar bem a verdade, é quase nenhuma, ao menos diante da Internet. Seja um link uma postagem particular como esse texto, com o nome “ O que é tagueamento humano?” ali em cima, seja um link com um perfil particular, como meu perfil que abre com o nome “ Rodrigo Goldacker”, tratam-se igualmente de páginas na internet, construídas lá atrás com linguagem de programação de uma forma muito semelhante.

Ainda assim, se eu abrir o sitemap do Medium, como no printscreen com que abri esse tópico, e buscar a tag “ priority” que vai de 0 até 1.0, eu posso encontrar diversos textos de diversas pessoas, bem como posso encontrar qual é a prioridade dada para cada conteúdo (quanto mais próximo de 1.0, maior é a prioridade do texto na indexação do Google, ou nas pesquisas dentro do Medium, ou nas sugestões ao final de outro texto). Pesquisando um dos textos meus que tem maior popularidade e que virou resultado para a palavra-chave “ ateu” no google (esse texto aqui), consegui confirmar que o sitemap do Medium oferece para ele o valor “

1.0”. Outros textos meus, com menos leitores e menos claps, tem valores menores.

A questão é: por que eu consigo acessar esse valor para um texto e não consigo acessar o mesmo valor para meu perfil? Eu consigo ver as cinco tags no final desse texto, como “ tecnologia” e “ comportamento”, mas por que não consigo ver nenhuma “ tag humana”, como as tags “ chato”, “ irrelevante” e “ esquisito” que deviam estar no meu perfil?

Se abrir o código fonte do meu perfil, não vou encontrar a definição da minha tag de prioridade nem qualquer outra (sei porque tentei e infelizmente, ou felizmente, não encontrei). Entretanto, quando pesquisam “ Rodrigo” no Google, algum valor do tipo tem que estar em algum lugar para ser lido pelos algoritmos do site de busca, para com isso definir que dentre as milhares de opções de Rodrigos no mundo, a maioria delas bem mais famosa do que eu, o meu perfil vai aparecer lá no final dos resultados. Se existissem dois “ Rodrigo Goldacker” no Medium, algum valor do tipo teria que existir para definir quem aparecia primeiro nos resultados ao pesquisarmos pelo nome. A tag priority vai ser definida pelo número de seguidores? De claps? De textos publicados? Por quem fez o perfil no site primeiro?

O Medium deixa o sitemap de conteúdo dele aberto com essa tag de priority bem escancarada não porque espera que usuários curiosos como eu vão fuxicar nas tags para saber a prioridade dada aos seus conteúdos (coisa que eu fiz com quase todos os textos que postei, acessando o sitemap de data por data e buscando o nome dos meus textos), mas porque espera que mecanismos de busca (os seus próprios, os do Google, de redes sociais e de quem mais quiser) utilizem dessa organização para a indexação de conteúdo relevante. Quando meu texto aparecia nas primeiras páginas do Google para o termo “ateu”, o Medium ganhava com isso tanto quanto eu. A marca do site se valoriza a partir de cada escritor que contribui para transformar links do Medium em conteúdo relevante e, consequentemente, a marca Medium em uma marca relevante.

Vale reforçar: por que só encontramos tags (seja as de prioridade, para indexadores lerem, ou as do estilo comum que ficam no final desse texto) para conteúdo, não para autores? A resposta mais simples pode ser: porque no Medium tags do tipo para autores não existem. E isso pode até ser verdade. Mas não existem por quê? Será que só não existem ainda? Será que não existem mesmo? Será que já existem em algum lugar? Quais seriam as implicações se existissem? E, a mais importante: se existissem, você ia ter como saber?

Até porque, caso esse tipo de mecanismo exista, faz sentido que não seja abertamente conhecido como era no episódio de Black Mirror: o caos social gerado por permitir que as pessoas vissem as tags umas das outras, bem como a insatisfação que sentiríamos ao encontrarmos tags como “ irrelevante”, “ pobre” ou “ chato” em nossos perfis (mesmo caso só nós pudéssemos vê-las), provavelmente justificariam a sábia escolha por manter tags de perfil invisíveis ao usuário final.

Esse tipo de discussão pode até parecer muito distante no Brasil, onde o máximo que pensamos sobre algoritmos é como eles podem produzir notícias falsas e afetar eleições. Mas nos Estados Unidos especialmente, esse assunto deixou de ser só uma possibilidade distante: algoritmos já passaram do ponto de só definir a relevância de conteúdo polêmico na Internet e já começaram a definir a relevância (inclusive relevância criminal) de seres humanos, diretamente afetando vidas:

Em alguns Estados americanos, algoritmos são utilizados por juízes para determinar o grau de periculosidade dos réus, o que é determinante na opção entre conceder-lhes liberdade provisória ou determinar a sua prisão preventiva. No Estado de Winsconsin, um homem foi sentenciado a seis anos de prisão com fundamento inclusive em uma análise de risco levada a efeito por um sistema de inteligência artificial. O sistema operacional completamente secreto não possibilitou que a defesa do réu examinasse os cálculos envolvidos nessa análise de risco. Nenhuma avaliação independente da eficácia do sistema foi apresentada. Com base em que elementos o magistrado avaliou a confiabilidade do sistema? Ainda que a lógica do algoritmo fosse aberta, o magistrado médio não é programador, logo não teria sequer como avaliar a presença de erros ou vieses no sistema.
Retirado do texto Algoritmo e Preconceito , de Isabela Ferrari e Daniel Becker.

Esse tipo de tagueamento humano, onde suas tags em um sistema são definidas por análises a partir de todos os dados possíveis de serem recolhidos a seu respeito e associados com seu comportamento (do site que você acessa ao pãozinho que você compra com cartão de crédito na padaria), pode explorar precariedades das mais diversas, definindo que tipo de acesso você terá (ou se terá) a serviços:

Nos Estados Unidos, a Amazon deixa fora de suas promoções os bairros de maioria afro-americana (mais pobres). O Facebook permite que os anunciantes excluam minorias étnicas de seu target comercial e, ao mesmo tempo, que incluam pessoas que se identificam explicitamente como antissemitas e também jovens identificados por seus algoritmos como vulneráveis e depressivos. (…) As autoridades policiais de várias cidades utilizam softwares que ajudam a prever os lugares onde o crime é mais provável; desse modo, comparecem mais a essas zonas, detêm de novo mais pessoas ali e reforçam esse ciclo negativo. E os seguros são mais caros e severos nos bairros pobres de maioria negra.

Se seu bairro é periférico e isso for associado ao seu index de dados, a sua hipotética tag priority pode abaixar e você pode ganhar as tags invisíveis “ pobre” e “ perigoso”, impedindo que você apareça bem entre opções de um site de vagas de emprego, ou impedindo que você consiga pedir um Uber. Se sua tag de prioridade for baixa, ou se você conquistar a tag “ idiota”, seu conteúdo na Internet pode ser alienado nas mais superficiais notícias, nas piores sugestões de conteúdo, no acesso somente aos aplicativos que mais sequestram e revendem seus dados para construir publicidade que vá te vender lixo cada vez mais sucateado. Nestes casos, as próprias tags te aproximariam mais do jeito que te definiram: se uma tag “ idiota” te alienar em uma curadoria de idiotices, você acabará ficando mais idiota; se uma tag “ pobre” te excluir de oportunidades de emprego, você provavelmente ficará mais pobre. Além de afetar o que você busca, esse tagueamento afetaria quem busca por você: caso você seja rotulado como “ idiota” ou “ pobre”, pesquisas de gente buscando por “ inteligência” ou “ riqueza” vão te afastar como um câncer, como um seriado coreano ruim da Netflix que não é sugerido para perfis que costumam consumir documentários e filmes de arte.

E com quem vamos reclamar se isso acontecer?

3. Espaço público ou espaço privado?

Liberdade de expressão entra no shopping?

No ano passado, o Google foi multado em 2,4 bilhões de euros pela União Européia por acusações de monopólio. Segundo o processo, o Google estava preferenciando em seus mecanismos de busca as ofertas que viessem do Google Shopping, prejudicando os resultados dos concorrentes que ficavam mais abaixo nos resultados.

Esse é um bom exemplo de tagueamento de prioridade, aqui para conteúdo, sendo utilizado de acordo com os interesses da empresa. A questão mais profunda é: podemos cobrar do Google, ou do Facebook, que nos forneçam liberdade de expressão? Seus espaços não se tratam ainda de lugares privados, nos quais poderiam teoricamente agir como bem quisessem?

Se o Medium, por exemplo, quisesse descer artificialmente a tag de prioridade de todos os meus textos, por acreditar que isso beneficiaria sua marca de alguma maneira, eu poderia questionar isso com base no quê? Do mesmo jeito que o conteúdo do McDonalds em sua comunicação não é obrigado a discutir trabalho escravo chinês, ou do mesmo jeito que um shopping poderia fechar as portas para impedir que um evento revolucionário socialista anticapitalista com oito mil confirmados acontecesse em sua praça de alimentação, as empresas digitais não poderiam, teoricamente, agir diante de conteúdos e até mesmo de pessoas para defender seus próprios interesses? Se ninguém exige isenção de uma emissora de televisão porque sabe que ela defenderá seus desejos privados de lucro acima de tudo, por que somos ingênuos esperando que empresas da Internet sejam isentas desse jeito?

Esses questionamentos incomodam muita gente. Pessoas de direita que são a favor do livre mercado não gostam muito de pensar em censura como uma oportunidade de empresas capitalistas que podem estar interessadas em silenciá-las, caso suas marcas assumam um posicionamento público de viés esquerdista: liberais normalmente associam a defesa de liberdade de expressão diante das soberanias nacionais e supostamente defenderiam a liberdade das empresas para fazerem o que bem quiserem. Estariam estes liberais de acordo com uma regulação estatal que protegesse seus direitos de expressar ideias de direita mesmo dentro de uma rede social de uma empresa com imagem e discursos esquerdistas? (Recomendo esse texto aqui a respeito da maravilhosa contradição dos “liberais” do MBL pedindo por intervenção estatal no Facebook por serem censurados.) Se empresas poderosas priorizarem as tags ideológicas mais lucrativas e populares (já escrevi neste texto aqui sobre mercantilização ideológica e grupos de pertencimento digital), independente de quais valores estão sendo defendidos, quais serão os impactos dessa objetificação estética e pragmática dos valores humanos?

Enquanto isso, defensores de esquerda dos poderes de regulamentação estatal gostariam que o Facebook fosse responsabilizado legalmente por atenuar extremismo em determinados casos, não a partir de seus desejos, mas de acordo com uma lei. Isso é bem problemático também: uma intervenção estatal em empresas pode parecer interessante se o governo for justo, mas você gostaria que um político brasileiro inconsequente que é oposto aos seus vieses ideológicos pudesse intervir no Facebook e talvez te censurar? Não seria tentador para um governo pensar em usar isso para que uma mera trapaceada em uma linha de código de prioridade prejudicasse adversários políticos? Um governo de esquerda não poderia prejudicar todos com a tag “ direita” ou vice-versa, um governo de direita não poderia retirar relevância daqueles com a tag “ esquerdista”?

Trata-se de um pequeno paradoxo: podemos defender liberdade de expressão dentro de ambientes que parecem ser públicos, mas que não são? E se pudermos, como definiremos o controle desse poder? Se o Google ou o Facebook podem alterar artificialmente o tagueamento de indivíduos para causas egoístas (como se essas empresas excomungassem alguém do mundo online por falar mal do Facebook ou do Google, o que talvez afetasse seus interesses econômicos e prejudicasse sua marca) ou para causas teoricamente positivas (como excomungar figuras de ódio, controlando a disseminação de conteúdo fascista), como podemos trabalhar essa questão? De quem vai ser o dedo em cima do botão dessa bomba atômica algorítmica? Quem vai ser o papa do clero digital responsável por decidir quem é excomungado e quem não é?

Grandes empresas de tecnologia não gostam muito de excomungar ninguém, por pior que seja, porque assim garantem seu monopólio: se representam numa só vez a Internet “civilizada” e uma ilusão de Internet informal, elas conquistam mais gente para dentro de seus serviços. Já existem expulsões em alguns casos extremos (como quando o Google expulsou um fórum neonazista da Internet), mas, do mesmo jeito que o tal fórum nazista só encontrou outro lar na darkweb, o temor é perder “terreno digital” e dar mais poder às redes informais se agirem assim frequentemente.

“ Liberdade de expressão acima de tudo” não parece uma solução inteligente, especialmente porque ignora que esse tipo de tagueamento já existe, mas de forma invisível, inconstante e, até onde podemos ter certeza, meio caótica e inconsequente. Se algoritmos que não conhecemos já atuam dando mais relevância para conteúdo polêmico e acentuando polarizações ideológicas (mais sobre isso aqui, aqui e aqui), então o filtro já está lá, só não estamos tomando consciência de quais convenções são as mais saudáveis para definir seu funcionamento (mais sobre este problema nesse artigo em inglês que demonstra o favorecimento orgânico e caótico que o Google deu aos democratas nos Estados Unidos, não por uma estratégia proposital, mas por estabelecer termos de prioridade sem um direcionamento responsável).

Voltemos às questões: o que devia definir a priority de um texto? É a quantidade de acessos? A possibilidade de dar retorno financeiro para o Medium? Ou o potencial do conteúdo de ser socialmente tóxico ou não? O mesmo vale para pessoas: devíamos permitir que o Facebook faça sumir da rede quem não é relevante para seu crescimento econômico ou devíamos exigir que o tagueamento humano fosse pautado em outro tipo de convenção, talvez prejudicando mais quem dissemina desinformação ou incentiva crimes? Quem vai receber a tag “ persona-non-grata” e por quê?

Tratando-se de empresas, podemos cobrar do Medium, do Google ou do Facebook o mesmo tipo de transparência e uma imparcialidade democrática que esperamos de uma praça pública? Se não, o que vai pautar a parcialidade dos sites? Eles ao menos vão precisar admitir que são parciais?

Quem define como o tagueamento humano pode definir todo mundo?

4. Qual tipo de transparência devíamos cobrar?

Se decidirmos não cobrar imparcialidade de espaços privados, podemos pelo menos cobrar transparência.

O artigo Accountable Algorithms (algo como Algoritmos Responsáveis, publicado por acadêmicos da Universidade de Direito da Pensilvânia e disponível aqui) apresenta diversas ideias interessantes do que podemos buscar quando falamos de tagueamento humano. Entre as exigências de transparência algorítmica que populações deveriam começar a cobrar de governos e empresas, estão respostas para questões como: quais os critérios de relevância? Quais os impactos de um perfil algorítmico, como aquele tagueamento pretende afetar o indivíduo que recebe um perfil digital? Como legislar sobre conhecimentos e rótulos algorítmicos em um processo legal? Como exigir que empresas e programadores sejam transparentes e/ou responsáveis com os códigos que atribuem aos seus usuários?

Ainda não conquistamos consenso nenhum nessa área: existem inclusive aqueles que defendem a opinião de que empresas digitais não devem apenas ser transparentes, mas também legisladas diretamente. Esse tipo de dilema ético sobre liberdade de expressão versus censura fica particularmente delicado quando pegamos extremos como o terrorismo para serem nossos objetos de análise:

Todos os meses, quase meio milhão de pesquisas feitas no Google resultam em conteúdos com ligações a material do autoproclamado Estado Islâmico. A denúncia é feita por um grupo de investigadores que sugere à empresa que detém o motor de busca que elimine o conteúdo extremista, a fim de dificultar a sua propagação.

“Muitos dos sites acadêmicos islâmicos alojam material extremista, incluindo material jihadista, muitas vezes sem avisos ou restrições”, alerta o estudo Uma guerra de palavras-chave, citado pelo The Guardian. É o caso de sites “que oferecem conteúdo tradicional islâmico, bem como material extremista”, denuncia o estudo. É fácil, por isso, encontrar — mesmo que involuntariamente — conteúdo extremista enquanto se lê literatura islâmica, aponta o documento. (…) Os autores do estudo afirmam que o algoritmo do Google falha a sua missão de controlar e combater a partilha de mensagens extremistas na Internet. (…) A culpa, afirma o estudo, é do desenho do algoritmo do motor de busca, que não permite aos sites de contra narrativa optimizarem a sua presença nos resultados de pesquisa.
Retirado do texto Algoritmos devem ser alterados para dificultar acesso a conteúdo extremista na Internet de Liliane Borges.

E aí? Será que podemos conceder aos mecanismos de busca o poder de decidir o que aparece ou não? Se sim, será que podemos cobrar deles que nos digam quais são nossas tags e as razões de cada uma delas? E se empresas se sentirem tentadas a usar desse poder para mais do que só prejudicar o Estado Islâmico ou os neonazistas? E se vender relevância ao tagueamento humano se tornar um negócio lucrativo? E se o Google achar que suas ações vão valorizar mais dando baixa prioridade para um certo tipo de autor de um certo tipo de conteúdo?

Para resolver tudo isso, precisamos tomar consciência dessa potencialidade: saber o que o tagueamento humano pode vir a ser caso não comecemos a conversar sobre o tema desde já. O próprio conceito de Responsabilização Algorítmica, aliás, já é mais difundido lá fora, mas ainda engatinha no Brasil. Nossa Internet ainda é mais livre (em grande parte graças ao Marco Civil da Internet) e o tagueamento de brasileirinhos ainda é menos discutido. Mesmo assim, quando interagimos com empresas globais como o Medium, o Twitter, o Google e o Facebook, estamos tão propensos a esse risco quanto qualquer um em qualquer país.

Podemos até partir de perguntas mais simples, em escala individual, para perceber como tudo isso está bem mais próximo do que parece: sendo você popular ou não na Internet, qual será a linha de código que pode refletir isso? Como você define essa linha de código e como ela te define? Quanto dela é construída organicamente, pelos seus amigos e fãs, e quanto dela pode ser moldada a partir dos interesses de alguém? Se você tentasse ganhar um desconto em um seguro de vida, seu perfil digital poderia te ajudar ou prejudicar?

Qual seria o valor da tag de prioridade no seu perfil? Quanto você vale na Internet? A quem (pessoas físicas, empresas e resultados de pesquisa) você interessa e por quê? Se no final do seu perfil existissem cinco tags, como elas te definiriam?

Essas são só algumas das perguntas sobre como somos afetados que devíamos começar a levar em consideração. Conquistar alguma voz digital pode depender disso. É importante saber em quais situações podemos correr o risco do silenciamento por irrelevância; é fundamental conhecer quem é que pode mudar seu destino digitando as tags “ chato” ou “ legal”, “ esquerda” ou “ direita”, “ perigoso” ou “ inofensivo”, “ relevante” ou “ irrelevante” em seu perfil.

Se existe uma hierarquia algorítmica de tagueamento humano que atribui rótulos para todos, que pelo menos ela seja conhecida por todos.

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